EILA AMPULA: 100 ANOS DE ARTE EM FORMA DE TAPEÇARIA

Relembramos a artista finlandesa radicada no Brasil Eila Ampula, que completaria 100 anos em 2016

Uma mulher cuja trajetória se confunde com a história da colônia de Penedo, no Rio de Janeiro, Eila Ampula foi também uma artista plástica de reconhecimento internacional, principalmente graças aos seus trabalhos com tapeçaria. De tão bonitos, os tapetes de Eila sempre foram expostos em paredes, como verdadeiras obras de arte.

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Nascida em Tampere, sudoeste da Finlândia, ela veio para o Brasil em 1929, com 13 anos, no grupo pioneiro de Toivo Uuskallio, para fundar uma comunidade em que predominasse o trabalho na lavoura e a filosofia vegetariana. Ao chegar aqui, Eila e sua família encontraram uma realidade muito diferente daquela imaginada.

A adaptação difícil e os desafios no novo país formaram a personalidade forte de Eila, que viria a se tornar uma líder dentro da colônia de Penedo. Desde cedo demonstrando interesse pela arte, ela começou a pintar quadros a óleo, recebendo incentivos de nomes ilustres como o pintor Candido Portinari. No entanto, as dificuldades para vender as obras levaram Eila a se interessar pela tapeçaria, técnica através da qual encontrou sucesso imediato na década de 1960.

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Seus trabalhos com tapeçaria ganharam reconhecimento internacional e foram apresentados em exposições na Suécia, Finlândia, Estados Unidos e Japão, dentre outros países. Sempre muito objetiva e até exageradamente crítica, ela costumava dizer que o talento correspondia a apenas 5% das suas obras, sendo os restantes 95% resultado de muito trabalho e esforço.

Em 2000, Eila ficou conhecida por uma entrevista muito engraçada no programa Jô Soares, onde pode mostrar todo seu humor inusitado e inteligência, mesmo aos 84 anos. Oito anos mais tarde, em 2008, ela faleceria aos 92 anos em Penedo, como a última representante do grupo de imigrantes finlandeses que fundou a comunidade, deixando uma obra de enorme valor e muitos ensinamentos para seus filhos e netos.

A Cura do Corpo e da Alma Através da Arte

Em homenagem a minha amiga Débly!

Olá, meninas.

Quanto tempo!

Eu já estava morrendo de saudades, mas minha vida esteve bastante corrida. Conto aqui para vocês a razão:

No início de maio, precisei dar suporte a uma amiga que sofreu um acidente. Escolhi pôr o mundo das artes temporariamente de lado e ajudá-la nesse momento difícil.

Foram dias intensos, nos quais adquiri uma enorme experiência de vida. Jamais imaginei que teria força suficiente para socorrer alguém, mas cuidei dela em minha casa com muito carinho e dedicação, convivendo com a dor e a ansiedade de uma pessoa jovem e ativa, que de uma hora para outra se viu confinada a uma cama, sem poder se mover sozinha, ou mesmo realizar as tarefas normais do dia a dia.

Foram mais de 15 dias aguardando a cirurgia, mas, graças a Deus, o procedimento foi marcado e tudo correu bem.

Ela precisou convalescer em minha casa, e aqui ficou por mais algumas semanas para o acompanhamento do pós-operatório. Por conta desse processo desgastante, algo nela estava diferente: minha amiga se encontrava frágil, mais emotiva e bastante ansiosa. As dúvidas, naturalmente, eram muitas: “Como vou trabalhar?”; “Como ocuparei o meu tempo?”; “Como ganharei dinheiro para pagar as contas?”; “Por que eu?”

Descobri que Deus só dá uma cruz pesada para os fortes e capazes de carregá-las. Embora nós, seres humanos, não aceitemos as derrotas e as tragédias em nossas vidas, as vezes elas são necessárias a fim de descobrirmos dentro de nós mesmos outras capacidades, oportunidades e diferentes maneiras de sobreviver.

Muitas vezes, precisamos chegar ao fundo do poço para perceber o quanto somos capazes de realizar proezas, ainda que em cima de uma cama, ou de uma cadeira de rodas.

Foi então que Deus projetou novas ideias e um sentido novo para aquela vida. Minha amiga enxergou a oportunidade de recomeçar e começou a pensar em alternativas para preencher o vazio e conquistar sua independência financeira.

Juntas, decidimos realizar algo que ela já tivesse certa facilidade. No caso, ela já possuía experiência em trabalhar com emborrachados para a criação de lembranças para festas. Assim, mais uma vez, percebi o real valor da arte e o quanto uma boa ideia pode aliviar a alma, reduzir a ansiedade e ainda gerar renda. Para isso, basta trabalhar com amor e dedicação, a fim de superar as limitações.

Optamos em trabalhar com feltro, por ser mais vendável, e ainda porque a forma de trabalhar com esse material é bem parecido com o emborrachado, que ela já conhecia. Logo no primeiro dia de trabalho o semblante de minha amiga se transformou. Ela deixou de ser triste e frágil e ganhou uma aura otimista, radiante e esperançosa.

Claro, dificuldades existiram no começo, como acontece com qualquer artesã. Mas ela não desistiu! Isso é importante em nossas vidas, a persistência. Muitas vezes, não podemos controlar tudo que acontece ao nosso redor, mas podemos controlar a forma de reagir diante das adversidades.

A arte possui esse incalculável poder curador da mente e do físico, como já foi comprovado em hospitais de países desenvolvidos. Como a arte não é simples, ela exige que o nosso cérebro seja capaz de se exercitar e, por conseguinte, gerar transformações positivas. Não por acaso quem exerce a arte manda embora inclusive a depressão, entre outras coisas enfermidades.

Minha querida amiga poderia agora estar em cima de uma cama adoecendo cada vez mais. Decidiu, no entanto, não seguir por esse caminho. Ela está alegre, otimista, poderosa, apesar das limitações físicas. Continua trabalhando, feliz com o dom recém-descoberto e os novos horizontes abertos por intermédio da arte.

Sabe o que eu mesma aprendi com tudo isso?

Que a vida dá muitas voltas e devemos estar preparados, porque em cada uma delas você pode encontrar uma nova lição.

Aprendi que a arte pode curar pessoas e transformar não apenas ambientes, como também, e fundamentalmente, corações. Pode mandar embora as preocupações e encher espaços vazios de esperança e sonhos.

Aprendi que nada é em vão. Essa pausa que dei em minha rotina foi na verdade um teste enriquecedor, que me fez amadurecer como pessoa e como artesã. Enxerguei com outros olhos a fragilidade humana e agora tenho certeza ser possível transformar vidas apor meio da arte.

Hoje minha amiga retornou à sua cidade e continua se recuperando. Onde antes existia um trauma e preocupações com o futuro, agora há esperança. Quer saber? Suas obras são lindas! Nasceu uma nova artista – e de muito talento.

Acredite, você também é capaz. Não importa o rumo de sua vida, quem segura as rédeas é você. Busque o melhor e boas coisas virão!

Beijos, meus amores. Vamos aprender a fazer arte. Estou de volta e cheia de inspiração!

As Borboletas

Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas.

Borboletas brancas
São alegres e francas.

Borboletas azuis
Gostam muito de luz.

As amarelinhas
São tão bonitinhas!

E as pretas, então…
Oh, que escuridão!

Vinicius de Moraes

Eu amo esse poema. Brincava com minha irmã quando éramos crianças de declamar ele sem errar, sem esquecer uma palavra, são momentos que jamais vou esquecer.

E não sei se foi ai que minha paixão por borboletas começou, mas eu tenho verdadeiro fascínio por elas, por suas fazes, por sua beleza e simplicidade.

Sou uma romântica incurável, que vê sentido, lembrança e amor em tudo. E trabalhar com arte é uma forma de me expressar em cada peça. Como esse arco de borboleta.

Meu preferido b44ac-zwd_heart

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Se você assim como eu ama borboletas e quer esse arco ai na sua casa para sair linda e cheia de charme e leveza é só acessar minha loja Arte Por Toda Parte e pedir o seu. Enviamos para todo Brasil e Exterior!

Deixo vocês hoje com esse vídeo de  Adriana Partimpim – As borboletas

 

Beijos meus amores b44ac-zwd_heart

Há então você não trabalha???

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Com certeza alguém já teve aquela vizinha bisbilhoteira, ou um curioso que chegou até você e perguntou “E ai, como estão as coisas? Está trabalhando onde?” e você toda ingênua responde assim “Ah eu não trabalho fora não, eu faço minhas artes em casa e cuido dos meus filhos” e então você escuta aquela resposta que fica repetindo na sua cabeça o resto da semana “AHHH, entendi, então você não trabalha.”

Dizer que essa situação é chata é pouco, mas você não pode reclamar, porque você se colocou nessa situação.

Então quer dizer que as horas que você limpa a casa, lava roupa, cozinha, não é trabalho? E as madrugadas acordada para terminar encomendas ? também não é trabalho?

Se você quer se tornar uma profissional de sucesso e ser reconhecida pelo que faz, não espere isso dos outros! Comece por você! SE POSICIONANDO. SE RECONHECENDO. SE VALORIZANDO.

Esqueça essa frase “Ah eu não trabalho fora” . E quando alguém te perguntar onde você trabalha, você respira fundo e diz “Nossa eu sou uma multiprofissional, montei meu próprio negócio em casa, e consigo atender clientes e cuidar da minha família. Trabalho duro todos os dias.”

Não adianta, idealizar a resposta ideal. Ou esperar que as pessoas falem exatamente aquilo que você quer ouvir.

Anote que esta dica é importante! Se você quer ouvir que você é uma mulher de sucesso, esforçada, capaz de transformar uma rotina domestica em uma rotina profissional, diga isso a eles, a qualquer sinal de oportunidade conte sua história, fale das suas conquistas e pode ter certeza, eles te verão com outros olhos!

E então meninas, quantas vezes vocês já ouviram essa frase chata “ah então você não trabalha” ?